terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Doenças Sexualmente Transmissíveis



Hoje vamos falar de Doenças que podem ser Sexualmente Transmissíveis (DST)... antes de saber como trata-las, devemos ficar de olho em como evita-las. Não ache que a camisinha é milagrosa e pode te proteger de tudo, ela pode sim te proteger de muitas doenças, mas não de todas. Então vamos conhecer cada uma delas, para que possamos saber como evita-las.

Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução quando tratadas corretamente. Outras são de tratamento difícil ou permanecem latentes, apesar da falsa sensação de melhora.

As mulheres  representam um grupo que deve receber atenção especial, uma vez que em diferentes casos de DST os sintomas levam tempo para tornarem-se perceptíveis ou confundem-se com as reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher, em especial aquelas com vida sexual ativa, independente da idade, consultas periódicas ao serviço de saúde. Os homens por sua vez, deveriam procurar mais o serviço de saúde, pois grande parte das DST's não apresentam sintomas, mas mesmo assim transmitem.

Certas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves como infertilidade, infecções neonatais, malformações congênitas, e aborto (no caso de gestantes), câncer e até a morte.


AIDS ou SIDA (Síndrome da Imonudeficiência Adiquirida)

Ela é causada pela infecção crônica do organismo humano pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus). O vírus compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar sua tarefa adequadamente, que é a de protegê-lo contra as agressões externas (por bactérias, outros vírus, parasitas e mesmo por celulas cancerígenas).
Com a progressiva lesão do sistema imunológico o organismo humano se torna cada vez mais susceptível a determinadas infecções e tumores, conhecidas como doenças oportunísticas, que acabam por levar o doente à morte.
 
Na fase aguda (após 1 a 4 semanas da exposição e contaminação) da infecção manifesta-se em geral como um quadro gripal (febre, mal estar e dores no corpo) que pode estar acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo e adenopatia (íngua) generalizada (em diferentes locais do organismo). Ela dura, em geral, de 1 a 2 semanas e pode ser confundida com outras viroses (gripe, mononucleose etc) bem como pode também passar desapercebida. Os sintomas da fase aguda são portanto inespecíficos e comuns a várias doenças, não permitindo por si só o diagnóstico de infecção pelo HIV, o qual somente pode ser confirmado pelo teste anti-HIV, o qual deve ser feito após 90 dias (3 meses) da data da exposição ou provável contaminação.
 
Transmite:
Sangue e líquidos grosseiramente contaminados por sangue, sêmem, secreções vaginais, leite materno, sexo vaginal, oral e anal.

Não Transmite:
Os beijos sociais (beijo seco, de boca fechada), apertos de mão e abraços.

Baixo risco de Transmissão:
Saliva, lágrima e urina de pessoas infectadas, beijos de língua são considerados de baixo risco quanto a uma possível transmissão do HIV.

TRATAMENTO:
Existem drogas que inibem a replicação do HIV, que devem ser usadas associadas, mas ainda não existe a cura da AIDS.
As doenças oportunísticas são, em sua maioria tratáveis, mas há necessidade de uso contínuo de medicações para o controle dessas manifestações.

PREVENÇÃO:

Sexooo... O principal modo de contaminação pelo HIV é através de contato sexua, durante um ato sexual, apenas preservativos masculinos ou femininos podem reduzir o risco de infecção por HIV e outras DSTs. O preservativo masculino de látex, se usado corretamente sem lubrificantes à base de petróleo, é a única tecnologia disponível mais eficaz para reduzir a transmissão sexual.  

Se liga nessa:
Os fabricantes recomendam que lubrificantes à base de petróleo, como vaselina, não devem ser utilizados com preservativos de látex, porque dissolvem o material, fazendo com que o preservativo fique poroso. Se a lubrificação é desejada, os fabricantes recomendam usar lubrificantes à base de água. Os lubrificantes à base de óleo pode ser usado com preservativos de poliuretano.

Fluidosss... Como ja vimos, a transmissão também pode ocorrer por flúidos corporais, trabalhadores da área de saúde podem reduzir a exposição ao HIV através de precauções para reduzir os riscos de exposição a sangue contaminado, como uso de luvas, máscaras, proteção dos olhos e jalecos  evitando a exposição da pele ou mucosas com patógenos transmitidos pelo sangue. A lavagem frequente e cuidadosa da pele imediatamente após terem sido contaminados com sangue ou outros fluidos corporais podem reduzir a chance de infecção. Finalmente, objetos cortantes como agulhas, bisturis e vidro, têm que ser cuidadosamente eliminados para evitar ferimentos provocados por agulhas contaminadas.
Como o uso de drogas injetáveis é um fator importante na transmissão do HIV nos países desenvolvidos, as estratégias de redução de danos, tais como programas de troca de seringas são usados na tentativa de reduzir as infecções causadas pelo abuso de drogas.

Da mamãe pra o bebê... É recomendável de início para mães portadoras do HIV, o parto cesariana, por que reduz o risco de infecção no bebê, por diminuir seu contato com fluidos e sangue da mãe na hora do parto. Quanto a amamentação,  mães infectadas pelo HIV devem evitar amamentar seus bebês. No entanto, se este não for o caso, a amamentação exclusiva é recomendada durante os primeiros meses de vida e descontinuada o mais breve possível. O mais recomendável é que essas mães possam utilizar leite materno de outras mães, por doações, muitos hospitais disponibilizam essa assistência.


Herpes Simples

Ocorre como infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado.
As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A primeira crise é, em geral, mais intensa e demorada que as subsequentes. O caráter recorrente da infecção é aleatório (não tem prazo certo) podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos da crise anterior. As crises podem ser desencadeadas por fatores tais como stress emocional, exposição ao sol, febre, baixa da imunidade etc.
A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual. 
Existem dois tipos de Herpes, a Tipo I (HSV1) e a Tipo II (HSV2),  são muito semelhantes, mas apresentam algumas diferenças significativas. O HSV1 tem características que o levam a ser particularmente infeccioso e virulento para as células da mucosa oral. O HSV2 tem características de maior virulência e infecciosidade para a mucosa genital.
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). A cultura e a biópsia são raramente utilizados. 

TRANSMISSÃO:
Frequentemente é pela relação sexual, ou aa mãe doente para o recém-nascido na hora do parto. 

Se liga nessa: 
A camisinha nem sempre protege da Herpes Genital, por ela não cobrir toda a púbis, na maioria dos casos as bolhas podem aparecer em qualquer lugar da região genital, ou até mesmo no ânus. 
E o HSV1 também pode causar herpes genital e o HSV2, herpes bucal. Então fique ligado, porque pessoas com Herpes Labial no sexo oral podem transmitir Herpes Genital, e o mesmo pode acontecer o contrário.

TRATAMENTO: 

Não existe ainda tratamento eficaz quanto a cura da doença. O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises com uso de pomadas e outros medicamentos. 


Candidíase 

É uma das causas mais frequentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor na relação sexual) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos esbranquiçados, semelhante à nata do leite.
Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal (virilha).
No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio (balanopostite) e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos), avermelhadas e pruriginosas.
Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual. Em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção : diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos (anticoncepcionais) orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo), obesidade, uso de roupas justas, stress, baixa da imunidade, etc.

TRATAMENTO:

Muitas vezes a candidíase é diagnosticada por exames de coleta de secreção vaginal, e tratada com pomadas locais, e medicamentos orais. Na maioria das vezes é necessário o tratamento do parceiro.

PREVENÇÃO:

Fazer uma higienização adequada, evitar roupas e calcinhas muito justas, evitar dormir de calcinha. Investigar e tratar doença(s) predisponente(s), fazer uso de camisinha. 


Hepatite B

A hepatite B é uma doença infecciosa frequentemente crónica causada pelo vírus da Hepatite B (HBV). É transmitida sexualmente ou por agulhas com sangue infectado e pode progredir para cirrose hepática ou cancro do fígado (hepatocarcinoma).

Os sintomas, quando presentes, são : falta de apetite, febre, náuseas, vômitos, astenia, diarréia, dores articulares, icterícia (amarelamento da pele e mucosas) entre os mais comuns.

TRANSMISSÃO:
Através da solução de continuidade da pele e mucosas, relações sexuais,  materiais ou instrumentos contaminados: Seringas, agulhas, perfuração de orelha, tatuagens, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos, procedimentos de manicure ou pedicure etc. Transfusão de sangue e derivados. Transmissão vertical : da mãe portadora para o recém-nascido, durante o parto (parto normal ou cesariana). O portador crônico pode ser infectante pelo resto da vida. 

PREVENÇÃO: 
Camisinha na cabeça!!!

TRATAMENTO:

Não há medicamento para combater diretamente o agente da doença, tratam-se apenas os sintomas e as complicações. 

...


Então é isso pessoal, falei de algumas das infecções mais comuns, eu como Enfermeira, realizo muitos exames preventivos em mulheres em idade fértil e vida sexual ativa, então acho importante que todos possam esclarecer suas dúvidas em relação a tais doenças que podem não parecer, mas são muuuuitos conuns, mas existem muitas outras que logo mais falarei aqui também!

Mas fiquem de olho... observem bem seus parceiros, usem preservativos, e mantenham uma relação sem omissões. Lembrem-se que entre quatro paredes vale tudo, principalmente a verdade e a sinceridade! 



Qualquer dúvida ja sabem!! é só perguntar!


 

Um comentário:

  1. Olá, blogueira!
    A melhor prevenção é a informação e usando a camisinha, todos curtem melhor a vida e sem preocupação. Homens e mulheres, de qualquer idade, orientação sexual ou classe social são vulneráveis ao vírus HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ajude a divulgar informações e conscientizar mais pessoas sobre as formas de contágio e prevenção de DSTs. A camisinha é segura e a maior aliada nesse combate. Ela é distribuída gratuitamente na rede pública de saúde.
    Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre.
    Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br, http://www.aids.gov.br ou http://www.formspring.me/minsaude
    Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/minsaude
    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde.

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